sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Mulher de Teatro (Parte V)


Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1999.

O amor que sinto por você não é egoísta. Não preciso de sua companhia, de seus beijos, de seus carinhos, tampouco de suas declarações de amor. Necessito, sim, de amar você. Quero o seu bem, sua felicidade. E para isso, não se faz necessária a minha presença. Cuide-se. Viva intensamente todos os momentos. Porque a mudança é a lei natural do universo. Tudo passa; e nós passamos. Amo você. E isso é tudo!

Sua e não mais eterna M.


Ao terminar de escrever a carta e amassá-la, a atriz colocou-a na cestinha de lixo do camarim. Não há mais tempo; vai começar o segundo ato.

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